O centro Histórico de Paracatu, no noroeste de Minas, foi tombado no ano de 2010, como patrimônio cultural brasileiro pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. De acordo com Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a cidade mantém seu centro histórico praticamente intacto.

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O arraial que originou Paracatu começou a surgir provavelmente entre 1690 e 1710, segundo o Iphan. A mineração também marcou a história da cidade. Em Paracatu, foram encontradas as últimas jazidas do ciclo do ouro. A exploração aurífera na cidade, chamada de “Princesa do Sertão”, terminou por volta de 1820, de acordo com o instituto. Após este período, Paracatu viveu um processo de estagnação econômica que durou até a construção de Brasília, nos anos 60, do século passado.

Paracatu também se destacou por sua localização estratégica. A cidade, segundo o Iphan, era ponto de convergência de vários caminhos. Ligava Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro as “minas gerais” e ao interior do país. A proposta de inclusão de Paracatu na lista do Patrimônio Cultural Brasileiro foi feita pelo Iphan. O tombamento de Paracatu teve destaque para o seu valor histórico, seu conjunto arquitetônico e pela formação e integração do centro-oeste brasileiro, no final do ciclo do ouro.