Visita técnica e dados atualizados das barragens de rejeito no município

#Descriçãopracegover - Na imagem, autoridades visitam as barragens localizadas na área de exploração da mineradora Kinross, em Paracatu.

Visita técnica e dados atualizados das barragens de rejeito no município

Secretários, servidores municipais, representantes do Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Paracatu e da sociedade civil, visitaram na manhã dessa quinta-feira, 31 de janeiro, as barragens Eustáquio e Santo Antônio, localizadas na área de exploração da mineradora Kinross, em Paracatu.

Durante a visita, foi constatado que a barragem de Santo Antônio construída em 1987, atualmente não recebe mais rejeitos, contudo é considerada ativa, pois a água contida na barragem ainda é utilizada e os procedimentos de monitoramento e fiscalização são os mesmos da barragem Eustáquio, construída em 2010.

De acordo com a empresa, os métodos de construção das duas barragens (métodos alteamento a jusante e por linha de centro) são diferentes do método utilizado na construção das barragens de Mariana e Brumadinho (alteamento pelo método a montante).

A Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Hélia Rosa da Silva Aparecida, destacou que a visita trouxe mais tranquilidade, contudo, a Prefeitura e o Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Paracatu (CMDS) irão dar continuidade à demanda participando ativamente nos processos de planejamento das futuras ações da empresa.  

O Secretário de Meio Ambiente, Igor Pimentel, ressaltou que foi possível conhecer e entender o processo de construção e as manutenções periódicas feitas na barragem. “É preciso que os órgãos fiscalizadores façam novas vistorias o mais breve possível” ponderou o secretário.

Dados da barragem

Segundo a empresa, a barragem de Santo Antônio, tem 104 metros de altura, com capacidade para 483 milhões de metros cúbicos de armazenamento de rejeito. 399 milhões de metros cúbicos já são utilizados, o restante, cerca de 3 milhões de metros cúbicos são utilizados para o armazenamento de água.

A barragem mais recente é a Eustáquio, que já está com 70 metros de altura e 148 milhões de metros cúbicos utilizados, porém, atualmente a barragem está sendo alteada e serão mais 33 metros até 2030. Ao atingir sua capacidade máxima, ela poderá armazenar até 750 milhões de metros cúbicos de rejeito.

Povoados próximos

Durante a visita, a empresa garantiu também que apesar da proximidade das barragens de rejeito da cidade, caso haja o rompimento, o rejeito não atingirá a cidade, isso porque, as barragens estão em direção oposta a área urbana.

Quatro comunidades rurais, entre elas povoados com mais de cem casas, como Lagoa de Santo Antônio poderão ser afetadas em caso de rompimento, além de Santa Rita, Machadinho e Cunha.

De acordo com a empresa, a barragem de Santo Antônio, que está localizada a poucos metros da comunidade mais próxima, já está em fase de descomissionamento. Além disso, parte dela já está com o material sedimentado, e em algumas áreas estão em processo de revitalização da flora. Segundo a empresa, metade da barragem será revitalizada até o final deste ano.

Ações de emergência da Kinross

Após o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, a empresa começou a executar o plano de ação de emergência com treinamento e simulados com as comunidades vizinhas.

Segunda a empresa, há duas sirenes fixas instaladas em cada barragem e outras quatro móveis, instaladas em caminhonetes. Outras dez sirenes estão sendo instaladas em povoados e comunidades rurais que podem ser afetados.

Ainda de acordo com a Kinross, o monitoramento das barragens é feito também através de instrumentos que são monitorados mensalmente e inspeções quinzenais realizadas por equipes especializadas que vão a campo observar as estruturas.Todos os dados são reportados as agências reguladoras. Há também fiscalização realizada por órgão como a FEAM. A última fiscalização foi no final de 2018.

Defesa Civil

Entidades que atuam diretamente no município também fiscalizam a mineradora. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Paracatu, Emerson Garcia, periodicamente a Defesa Civil do município vai a campo inspecionar as estruturas da barragem. Segundo ele, existe um trabalho de monitoramento muito sério feito pelas mineradoras na cidade, especialmente pela Kinross, que tem uma barragem muito próxima à cidade.

Em novembro de 2016, a Kinross realizou, em parceria com a Defesa Civil Municipal, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, treinamentos com comunidades vizinhas à barragem. A ação, que integra o plano de emergência da Kinross, visou a repassar ao público informações sobre como proceder em situações de emergência.

Prefeitura

Já estão marcadas para a próxima semana duas reuniões, uma com a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM), responsável pela emissão de licença ambiental e outra com ANM – Agência Nacional de Mineração, a fim de solicitar uma inspeção mais detalhada das barragens existentes em nosso município. O Prefeito de Paracatu, vai reunir também com deputados estaduais e federais para cobrar medidas emergenciais na esfera estadual e federal.

Ministério Público

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da 03ª Promotoria de Justiça da Comarca de Paracatu, solicitou que Prefeitura Municipal de Paracatu, publicasse no site, os resultados das fiscalizações e as condições de segurança das barragens do município.

Barragem Santo Antônio

DOCUMENTOS ENVIADOS PELA KINROSS I

DOCUMENTOS EVIADOS PELA KINROSS II

Barragem Eustáquio

DOCUMENTOS ENVIADOS PELA KINROSS

Documentos da Nexa

DOCUMENTOS ENVIADOS PELA NEXA

 ASCOM/SEGOV
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